Endêmica dos Andes, bartonelose se alastra com abertura de estradas e degradação ambiental.
Uma doença praticamente desconhecida dos profissionais de saúde brasileiros está se aproximando de nossa fronteira, e seu impacto pode ser agravado pelo modelo de desenvolvimento adotado na Amazônia. A infecção em questão é a bartonelose, originária dos Andes, causada pela bactéria Bartonella bacilliformis e transmitida pelos mesmos mosquitos vetores da leishmaniose. Comum nos vales interandinos peruanos, na última década a bactéria atingiu áreas mais extensas do Peru, incluindo altitudes mais baixas. Em 2003, chegou ao Departamento de Loreto (fronteira com o estado do Amazonas) e, em 2004, infectou 19 pessoas em Madre de Diós, que faz fronteira com o Acre e a Bolívia. O
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receio é que, caso a bartonelose entre na Amazônia brasileira, sua disseminação seja acelerada pela falta de treinamento específico dos profissionais de saúde do país.
A construção de estradas, hidrelétricas e a expansão da agropecuária extensiva impulsionam o desmatamento, as queimadas e migrações, e tudo isso contribui para aumentar a ocorrência de doenças. Essa tendência tem sido observada, por exemplo, com relação à malária, mas poderia ser ainda mais grave no caso da bartonelose, dada a falta de experiência com a doença no Brasil. Estudos na África e na Amazônia já mostraram que o maior dano à saúde das pessoas e aos ecossistemas acontece ao longo das estradas, principalmente daquelas recentemente asfaltadas.
Sequência de mapas mostra evolução da bartonelose em departamentos do Peru.
A bartonelose, também conhecida como doença de Carrión, é originária dos altos vales inter-andinos do Peru, da Colômbia e do Equador.
Causada pela bactéria Bartonella bacilliformis, é transmitida por mosquitos do gênero Lutzomyia, os mesmos vetores da leishmaniose. Após um período médio de incubação de 61 dias (que varia de dez a 210 dias) o doente com bartonelose apresenta inicialmente sintomas inespecíficos como mal-estar geral, sensação febril com calafrios leves e dores nos músculos, articulações e cabeça, podendo chegar a náuseas e vômitos.
Em sua fase mais avançada, a doença causa fraqueza, febres e calafrios, e as vezes é confundida com a malária. O diagnóstico clínico diferencial se faz pela intensa palidez, resultante de forte anemia. O doente pode ainda apresentar a chamada bartonelose verrucosa. Esta se assemelha a tumores de pele, à leishmaniose tegumentar americana ou a algumas formas de hanseníase (lepra).
O diagnóstico é firmado laboratorialmente quando são encontradas uma ou mais B. bacilliformis parasitando de 1% a 100% dos glóbulos vermelhos do sangue. No Peru, segundo Salvador Quispe, entre 1% e 17% dos pacientes morrem, dependendo do grau de pobreza local.
O efeito das políticas tradicionais de desenvolvimento sobre as epidemias é observado há mais de cem anos na Amazônia sul-ocidental. A região -- noroeste da Bolívia, leste do Peru, Acre, Rondônia e sudoeste do Amazonas - ainda é considerada "fim-de-mundo" pelos países que a formam. No fim do século XIX, a valorização da borracha levou ao sudoeste amazônico legiões de nordestinos, dando início ao extrativismo seringalista. No início do século XX, foram retomadas obras da ferrovia Madeira-Mamoré, cuja construção havia sido abortada por ingleses e americanos. Essas duas empreitadas envolveram migrações maciças e alterações ambientais que resultaram, segundo o infectologista Erney Camargo, nas duas primeiras grandes epidemias de malária na Amazônia.
Em 1910, Oswaldo Cruz relatava que o sanea-mento da região, considerada então "a mais doentia do mundo", era inviável, pois sairia duas vezes mais caro que a construção da própria ferrovia. Para a construção da "Ferrovia do Diabo" foram trazidos mais de 20 mil trabalhadores de diversas partes do mundo e mais de 6 mil deles sucumbiram à malária e outras doenças tropicais. Essa história deu origem à lenda de que cada dormente que sustentava os trilhos correspondia a uma vida perdida.
Hoje, a Amazônia sul-ocidental está sujeita a alterações socioambientais sem precedentes: três novos eixos de rodovias a serem asfaltadas vão se somar a três usinas hidrelétricas (propiciando 4 mil km de
hidrovias) e à expansão da agropecuária extensiva - um futuro pólo de produção e transporte de matérias-primas -, transformando uma região historicamente isolada em um corredor que ligará o centro-sul brasileiro ao oceano Pacífico. Mais de 20 milhões de pessoas, que vivem num raio de 1.000 km do Acre, devem ser afetadas pelas mudanças ambientais e migrações causadas por esses megaprojetos.
A bartonelose também mudou de comportamento na última década, segundo informe recente de Salvador Quispe, autoridade sanitária peruana. No Equador tem-se encontrado casos procedentes da zona costeira, a oeste dos Andes e a apenas 150 metros acima do nível do mar. No Peru, há evidências laboratoriais de comunidades nativas da floresta amazônica infectadas a leste dos Andes, também a apenas 120 metros de altitude. A figura acima mostra como, desde 1995, a distribuição da bartonelose mudou, ampliando-se da Cordilheira dos Andes para altitudes menores.
A Amazônia sul-ocidental brasileira reúne muitas das condições necessárias para que a bartonelose passe a engrossar a lista das enfermidades endêmicas na região, incluindo o mosquito vetor. Esses insetos são os mesmos que transmitem de 26 mil a 38 mil casos de leishmaniose tegumentar por ano. Os mosquitos podem mudar de hábitat e, provavelmente, passar a transmitir mais de um microrganismo - e mais de uma doença. Já estamos observando mudanças ambientais e fluxos migratórios crescentes na região, e os profissionais de saúde do Brasil não estão treinados para fazer frente à bartonelose. Para evitar e combater as doenças, principalmente aquelas intensificadas pela degradação do ambiente e pelas migrações associadas, seria preciso usar as ferramentas mais modernas disponíveis, como a modelagem de sistemas complexos e o desenvolvimento de sistemas de alerta precoce.
(MANUEL CESARIO e RAQUEL RANGEL CESARIO - sanitaristas e pesquisadores do Observatório da Amazônia Sul-Ocidental em Saúde Coletiva e Ambiente, Universidade Federal do Acre)
Agradecemos a mensagem encaminhada pela colega Sonia da Ambiance - SP.
Equipe Riscobiologico.org
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Resíduos de Serviços de Saúde Resíduos de serviços de saúde - Bolsas de sangue
Estimados colegas, bom dia.
Gostaria de saber como funciona no serviço de vcs, o descarte das bolsas de sangue, bem como resíduos manipulados em laboratório.
Desde já agradeço a atenção.
Abraços
Marisol Festa
NICI Infectologia
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Centro Cirúrgico e CME Centro cirúrgico - Ampolas de medicamentos
Bom dia a todos.
Gostaria de conhecer a experiência de vocês com a coleta de cacos de ampolas que espalham-se pelo chão das salas cirúrgicas após os procedimentos (principalmente urgências). São cacos de tamanhos diversos, porém em sua maioria muito pequenos e os funcionários do setor de higiene referem dificuldades para a coleta e até riscos de acidentes.
Conhecem algum dispositivo ou técnica para esse recolhimento de forma adequada e segura?
Grande abraço
Dr. Paulo R. Leal
Medicina do Trabalho
medicina.ocupacional@sepaco.com.br
www.sepaco.com.br
AGENDE SEU EXAME PERIÓDICO DE SAÚDE
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Esterilização, desinfecção, antissepsia Plasma de peróxido de hidrogênio - Cateteres
Recebi recentemente, através de um profissional que tem uma firma de esterilização com gás de plasma de peróxido de hidrogênio, um documeto da Jonhsom-J informando que este produto pode ser utilizado para esterilização de artigos com lúmen de 1mm ou mais, e 12,5 cm de comprimento, mesmo sem o uso de adptadores.
Tenho dúvidas quanto ao uso deste método de esterilização para cateteres de hemodinâmica (não encontrei legislação sobre o referido gás). Tinha conhecimento prévio de que o gás de plasma de peróxido de hidrogênio tinha limitada difusibilidade e que deveria ser utilizado para materiais com lúmen até 6 mm de diâmetro e não mais de 31 cm.
Dúvidas:
-O Plasma de H2O2 pode ser utilizado para esterilização de cateter de hemodinâmica? pode
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ser uma alternativa para o óxido de etileno nestes casos?
-Alguém está usando rotineiramente este processo para estes cateteres? Há referências em literatura sobre sua segurança e eficácia nesta situação?
Divulgação de cursos e eventos Divulgação de Curso - SP
APECIH - Associação Paulista de Estudos e Controle de Infecção Hospitalar
Curso e Lançamento do manual: "Prevenção das Infecções Hospitalares
do Trato Respiratório - 2ª edição revisada e ampliada".
2 de abril 2005
8:45h Abertura e lançamento do manual: - Prevenção das Infecções Hospitalares do Trato Respiratório - 2ª edição revisada e ampliada.
Dra. Regia Damous Fontenele Feijó - Inst. de Inf. Emílio Ribas/H. Est. Vila Alpina
Módulo I - Pneumonia bacteriana associada à ventilação mecânica
9 - 9:40h Diagnóstico etiológico: técnicas invasivas x não-invasivas
Dr. Eduardo Alexandrino S. Medeiros - UNIFESP/ FMUSP
9: 40 - 10:20h Medidas de prevenção: Atribuindo responsabilidades
Enf. Ana Paula Coutinho - UNIFESP
10:20 - 11h Epidemiologia aplicada ao Controle de Infecções respiratórias hospitalares: novas
definições de caso e por onde começar a prevenção.
Dr. Crésio Romeu
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Pereira - H. Municipal do Tatuapé/ H. Brigadeiro
11 - 11:20h - Café
11:20 - 12:20h - Sessão Interativa - Perguntas e respostas.
Enf. Ana Paula Coutinho - UNIFESP
Dr. Crésio Romeu Pereira - H. Municipal do Tatuapé/H. Brigadeiro
Coordenação: Enf. Vera Lúcia Borrasca /Dra. Regia Damous Fontenele Feijó
Módulo II - Pneumonia e outras síndromes causadas por outros agentes
12:20 12:35h - Legionelose
Medidas de prevenção de surtos hospitalares e experiência em implantação destas medidas
Dra. Anna Sara Levin - FMUSP
12:35 - 12:50h - Aspergilose
Medidas de prevenção em instituições de saúde e modo de implantação
Dra. Silvia Costa - FMUSP
Discussão
13:10- 14:15h - Almoço
Módulo III - Vírus respiratórios: epidemiologia e prevenção
14:30 - 14:45h - Vírus sincicial respiratório: epidemiologia e diagnóstico
Dra. Sandra Vieira - H. Universitário
14:45 - 15h - Implantando medidas de prevenção - Influenza
Enf. Ana Paula Coutinho - UNIFESP
15h - 15:15h - Implantando medidas de prevenção - Vírus Sincicial Respiratório
Dra. Regia Damous Fontenele Feijó - Inst. de Inf. Emílio Ribas/H. Est. Vila Alpina
Discussão
16h. Encerramento
Local: Auditório Sen. José Ermírio de Moraes - Rua Tamandaré, 764 - São Paulo, SP (próximo ao metrô Vergueiro) Estacionamento no local R$5,00 período (Rua Prof. Antônio Prudente, 211)
INSCRIÇÕES E INFORMAÇÕES:
APECIH - Fone/fax.(11) 3253 8229 - Rua Itapeva, 486, Conj. 106 - Bela Vista - São Paulo - SP
Sócios - R$60,00 até 28/03 (após 28/03 R$70,00) Será entregue um manual e certificado de participação
Não-sócios - R$90,00 até 28/03 (após 28/03 R$100,00) Será entregue um manual e certificado de participação
Instituições a cada 5 inscrições será concedida uma inscrição gratuita
Depósito Bco Itaú: Ag. 2117 conta 06468-9 - Enviar comprovante de depósito com nome e telefone para o fax: (11)3253 8229
Vagas Limitadas: Inscrições Antecipadas
Patrocínio: Merck Sharp & Dohme
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Legislação e normatizações Legislação - Insalubridade x EPC/EPI
Prezados amigos da Lista.
Temos aqui no hospital, um setor na farmácia que faz o fracionamento de medicamentos, tais como: Diétas parenterais, antibióticos etc..
A sala possui Epc que é a câmara de fluxo laminar. EPIs como: roupas especias, luva, capote, toucas etc..
Mesmo com toda paramentação de proteção para minimização dos riscos, cabe ainda o pagamento da adicinal insalubridade?
Gostaria da ajuda dos amigos desta lista, co informações, literaturas etc...
Jonas Nunes
Segurança do Trabalho
Reg. ES/000626.2 SST
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Divulgação de cursos e eventos Divulgação de evento científico - SP
Os membros da CIPA do Hospital Municipal do Campo Limpo convidam para o Seminário- PGRSS - Programa de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde, um evento diferenciado por trabalhar as informação direta sobre a legislação vigente e as boas práticas socioambientais, segurança e meio ambiente especificas do setor saúde.
CIPA - PGRSS
SEMINÁRIO
PGRSS - PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE
EM CONFORMIDADE COM A LEGISLAÇÃO VIGENTE
P R O G R A M A Ç Ã O
DATA 16 DE MARÇO DE 2005
LOCAL: ANFITEATRO HMCL
Estrata de Itapecirica, 1661 - SP
INSCRIÇÕES CECALI
GRATUITO
pgrssautarquia@consultevida.com.br
Vagas Limitadas
9:00 - 11:00 - PGRSS - Programa de Gerenciamento de Resíduos de Saúde em conformidade com as regulamentações CONAMA 283 e ANVISA RDC 306
A Gestão Ambiental
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na Saúde
Necessidade de adequação e cumprimento legal das resoluções ANVISA e CONAMA nos estabelecimentos de servicós de saúde.
Palestrante: Celia Corrêa Wada -
11:00 - 12:00 - Debate com a platéia e encerramento - MESA COMPOSTA POR MEMBROS DA CIPA DO HMCL
mensagem do seminário
Ninguem pode começar agora e fazer um novo começo mas qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim.................
REFLORESTAR...............VAMOS PLANTAR ESSA IDÉIA
(APOIO A SVMA)
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No dia de hoje faço minha saudação a todas as nossas companheiras lembrando da matéria jornalística que afirma que as mulheres brasileiras já são maioria no mestrado e doutorado bem como no corpo docente das universidades.
Meus respeitos e toda a minha admiração.
"O papel da mulher"
O papel que pode desempenhar a mulher em todo o desenvolvimento de um processo revolucionário é de estraordinária importância. É bom realçáa-lo, pois em todos os nossos países, de mentalidade colonial, há certa subestimação para com ela, que chega a se transformar em verdadeira discriminação. A mulher é capaz de realizar os trabalhos mais difíceis, de combater ao lado dos homens e não cria , como se pretende , con flitos de tipo sexual na tropa.
Na
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rígida vida combatente , a mulher é uma companheira que traz as qualidades próprias de seu sexo, mas pode trabalhar o mesmo que o homem.
Pode lutar; é mais fraca, mas não menos resistente que o homem. Pode realizar toda a classe de trabalhos de combate que um homem faça...."
"A Guerra de Guerrilhas"
Ernesto Guevara de la Serna - El Che
Um gigantesco abraço a todas.
Paulo Roberto Rebello
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Riscos ocupacionais não-biológicos Riscos não-biológicos - Classificação de Riscos Químicos
Bom dia!
Venho perguntar aos amigos da lista se alguém poderia me explicar melhor e de forma mais completa como seriam as definições de Classificação de Risco de produtos quimicos...alguem pode?
Como são classificados os riscos? Por exemplo...um produto quimico classe de risco 2...o que ele quer dizer???