que morreu aos 78 anos, em 2022], que teve 8 milhões de acessos e recebeu 44 mil cartas", contou o professor e pesquisador da Unicamp José Roberto Heloani, que coordenou o acordo de cooperação pela Universidade. "Tive o privilégio de trabalhar, conviver e ter Margarida Barreto como grande amiga", ressaltou.
"O MPT e a OIT pediram para que a gente desenvolvesse o aplicativo, voltado ao trabalhador que não tem voz, para combater as várias formas de discriminação, gênero, ideologia e religião. É um app totalmente gratuito, voltado a todo trabalhador brasileiro, inclusive o servidor público. É especial estarmos lançando justamente na data que celebra a Declaração dos Direitos Humanos, instituída em 10 de dezembro de 1948", acrescentou.
A solenidade, na Faculdade de Educação (FE), contou com a presença do procurador-geral do trabalho, Gláucio Araújo de Oliveira, que destacou a parceria com as universidades. "Não fazemos nada sozinhos, o MPT tem uma coordenadoria específica que trata do assédio moral e sexual, temas sensíveis na sociedade brasileira, com a missão de atender a sociedade nas mais diversas camadas e chegar à população mais carente. E já estou pensando adiante, no assédio eleitoral", comentou.
A coordenadora nacional Danielle Olivares Corrêa, da Coordenadoria de Promoção da Igualdade de Oportunidade e Eliminação da Discriminação no Trabalho (Coordigualdade), destacou que, no Brasil, as condutas discriminatórias são estruturalmente enraizadas, assim como as práticas abusivas de gestão empresarial. "O aplicativo é um trabalho importante, de fôlego, que vai ajudar o trabalhador a identificar situações de assédio moral, sexual e organizacional, facilitar as denúncias e informar quais os lugares adequados e os canais corretos para isso", afirmou. Segundo Corrêa, entre os anos de 2020 a 2024 o Conselho Nacional de Justiça recebeu 458 mil ações envolvendo assédio moral no trabalho. "A demanda só aumenta e esse crescimento ocorre porque a população está mais consciente", acrescentou.
O vice-procurador-chefe substituto do Ministério Público do Trabalho da 15ª Região, Nei Messias Vieira, com sede em Campinas e que atende o interior paulista, destacou a importância do aplicativo. "Desde janeiro, na 15ª região, já foram autuadas 2.360 notícias de fato que contém algum tipo de assédio ou discriminação. São números que refletem a urgência de tratar do tema em um Brasil marcado por uma violência estrutural", comentou.
A procuradora do Ministério Público do Trabalho (MPT), Valdirene Silva de Assis, uma das autoras do livro Violência, Discriminação e Assédio no Trabalho, ressaltou o importante momento em que o app chega ao público. "Muito se caminhou para chegarmos a essa cooperação e ao lançamento do aplicativo."
Representando a direção da FE, Guilherme Toledo Prado destacou que o aplicativo reuniu um grupo qualificado. A pró-reitora de Pós-Graduação, Cláudia Morelli, representando a Reitoria, enfatizou a excelência do trabalho desenvolvido. "Para quem está na gestão, é muito bom ver os produtos desenvolvidos pela Universidade, junto com outros setores públicos, que podem proporcionar avanços para a nossa população."
Fonte: https://jornal.unicamp.br/noticias/2025/12/10/novo-aplicativo-trabalho-sem-assedio-facilita-e-agiliza-denuncias/
Equipe Riscobiologico.org
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