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Imunizações > Hepatite B > Introdução
Introdução
Autor: Equipe Riscobiologico.org - atualizado em 29/12/2008

Existem atualmente milhões de portadores crônicos do vírus da hepatite B no mundo inteiro, geralmente com infecções que cursam por períodos prolongados sem qualquer sintomatologia.


O risco de um profissional de saúde se contaminar com o vírus da hepatite B é aproximadamente 100 vezes maior do que o risco de soroconversão pelo HIV e 10 vezes maior do que o risco para o vírus da Hepatite C.


Em 1991, nos Estados Unidos, foi estimada a ocorrência anual 8.700 infecções e de 200 mortes pelo vírus da hepatite B por acidente de trabalho entre profissionais de saúde. Após a implementação de normas pelo Órgão de Saúde do trabalhador que incluíram principalmente o treinamento continuado dos funcionários e a rotina de fornecimento de vacina para hepatite B pelo empregador, houve uma diminuição importante do número estimado de profissionais contaminados pelo vírus da hepatite B, com decréscimo para 1.000 casos de infecção com 18 mortes no ano de 1994 e 400 casos de infecções no ano de 1995.


Risco de soroconversão

O risco de contaminação pelo vírus da hepatite B está relacionado, principalmente, com o grau de exposição ao sangue no ambiente de trabalho e também com a presença ou não do antígeno HBeAg no paciente-fonte. Em exposições percutâneas envolvendo sangue sabidamente infectado pelo HBV e com a presença de HBeAg (o que reflete uma alta taxa de replicação viral e, portanto, uma maior quantidade de vírus circulante), o risco de hepatite clínica varia entre 22% e 31% e o da evidência sorológica de infecção entre 37% e 62%. Quando o paciente-fonte apresenta somente a presença de HBsAg (e ausência de HBeAg), o risco de hepatite clínica varia de 1% a 6% e o de soroconversão de 23% a 37%.


Medidas após a exposição

Umas das principais medidas de prevenção de hepatite B é a vacinação pré-exposição, indicada para todos os trabalhadores da área de saúde. É uma vacina extremamente eficaz (90 a 95% de resposta vacinal em adultos imunocompetentes) e segura; os efeitos colaterais são raros e usualmente pouco importantes como dor discreta no local da aplicação (3 a 29%), febre nas primeiras 48-72 horas após a vacinação (1 a 6%) e, excepcionalmente, fenômenos alérgicos relacionados a determinados componentes da vacina. A gravidez e a lactação não são contra-indicações para a utilização da vacina.


A vacina é recomendada em 3 doses nos intervalos de 0, 1 e 6 meses. Um a dois meses após o término do esquema vacinal, o teste sorológico anti-HBs deve ser realizado para confirmação da presença de anticorpos protetores (títulos acima de 10 mUI/ml). A imunidade é prolongada não sendo recomendadas doses de reforço após o esquema vacinal completo.


A gamaglobulina hiperimune para hepatite B fornece imunidade provisória pelo período de 3 a 6 meses após a administração. É constituída por mais de 100.000 UI de antiHBs, havendo maior eficácia na profilaxia pós-exposição quando utilizada dentro das primeiras 24 horas após o acidente. Não existe benefício comprovado após uma semana da exposição.

 
Hepatite B
Introdução
Profilaxia pré-exposição
Profilaxia pós-exposição
 
 


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Hepatites Virais: O Brasil está atento
Programa Nacional para a PrevenþÒo e o Controle das Hepatites Virais
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