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Imunização Ativa
Autor: Equipe Riscobiologico.org - atualizado em 19/12/2008

A imunidade ativa é a proteção conferida pela estimulação antigênica do sistema imunológico com o desenvolvimento de uma resposta humoral (produção de anticorpos) e celular. Esta estimulação pode ocorrer por infecção natural ou pelo uso de vacina.


A vantagem da proteção conferida pela imunização ativa é sua característica duradoura, justificada pela existência de uma memória imunológica (permanência de linfócitos B na circulação e medula óssea que se replicam e produzem rapidamente anticorpos quando há novo contato com o antígeno – booster).


Uma limitação deste tipo de imunidade é a demora que há entre a administração do antígeno e a produção de anticorpos, isto é, não há imunidade imediatamente após a injeção do imunobiológico. Devendo a vacinação ocorrer antes da exposição ao patógeno (antígeno) para garantir imunidade (proteção) adequada.


Ter infecção natural (exposição natural ao patógeno –antígeno- com ou sem adoecimento clínico) é uma forma de adquirir imunidade ativa. Após ter certas doenças (varicela, sarampo, hepatite A) o indivíduo fica imunizado (protegido) não tendo mais o risco de adquiri-las, mesmo se exposto ao agente infeccioso novamente.


O mesmo princípio acontece na administração de vacinas: o uso de um antígeno (microorganismo, parte dele ou um produto modificado a partir deste microorganismo) com o objetivo de mimetizar a infecção natural sem causar adoecimento, conferindo assim imunidade de forma segura.


Muitos fatores podem interferir na resposta imunológica à vacinação. Alguns relativos ao imunobiológico como sua conservação, sua dose e o tipo de antígeno, a via de administração utilizada e a presença de adjuvantes na composição vacinal; outros relativos ao hospedeiro como idade, nutrição, características genéticas, doenças coexistentes como imunossupressão e a presença de anticorpos circulantes (maternos ou hemoderivados).


Tipos de vacina


Vacina de microorganismo vivo atenuado

Sarampo, caxumba, rubéola, varicela, febre amarela, pólio oral (Sabin), BCG


As vacinas com microorganismo vivo são produzidas a partir da atenuação da virulência, isto é, do potencial causador de doença do microorganismo (vírus ou bactérias), normalmente através de culturas repetidas em laboratório.


O microorganismo mantém sua capacidade de replicação, mimetizando a infecção natural e produzindo uma resposta humoral e celular. Como este estímulo é muito semelhante ao natural, é possível que a resposta ao mesmo inclua manifestações clínicas semelhantes à da própria doença (embora significativamente menos exuberantes), tendo a vantagem de obter uma resposta imunológica similar à da infecção natural. Este tipo de vacina é o que confere melhor e mais prolongada resposta imunológica devido a sua similaridade à infecção natural.


Apesar do microorganismo atenuado ter a capacidade de replicação, este normalmente não causa doença como ocorre quando há exposição do indivíduo ao microorganismo selvagem. Quando uma vacina viva atenuada causa “doença”, normalmente é mais branda, sendo descrita como uma reação adversa esperada, como o sarampo pós-vacinal e a parotidite após o uso da tríplice viral (MMR).


Deve ser salientado que na impossibilidade de controle da atividade de replicação do microorganismo vacinal, como pode ocorrer em indivíduos com imunodeficiências (leucemia, SIDA, uso de certas medicamentos), o indivíduo pode sofrer infecção grave. Deve-se, a priori, evitar o uso de vacinas com microorganismos vivos em indivíduos imunocomprometidos. Além disso, em virtude da replicação do microorganismo vacinal e conseqüente viremia potencial, deve-se evitar o uso de vacinas com vírus vivo atenuado (tríploice viral, anti-varicela) em gestantes, principalmente no primeiro trimestre, quando é maior o risco de malformações congênitas.


Vacina inativada

Influenza, raiva, pólio (Salk), hepatite A, hepatite B, Pertussis, difteria, tétano, pneumococo, meningococo, Haemophilus tipo b


As vacinas inativadas são produzidas através do crescimento do microorganismo (vírus ou bactéria) em meio de cultura e posterior inativação através do calor ou de substâncias químicas. O antígeno crítico responsável pelo desencadeamento da resposta imunológica é obtido através da purificação de determinadas substâncias componentes do microorganismo ou da produção deste antígeno por recombinação genética.

Em alguns casos este antígeno não é identificado, tendo que ser utilizado todo o componente celular para indução de uma resposta imunológica adequada. Estas vacinas celulares apresentam maior risco de reações adversas em virtude de respostas imunológicas a componentes celulares desnecessários para conferir a imunidade desejada. Cabe ressaltar que as vacinas constituídas por polissacarídeos (subunidades de longas cadeias de açúcares formadoras da cápsula de certas bactérias como pneumococo e meningococo) têm uma resposta imunológica independente de linfócitos T.


As vacinas inativadas por não terem atividade replicativa, se distanciam das características da infecção natural, não havendo habitualmente uma resposta imunológica tão satisfatória quanto a obtida com as vacinas de microorganismo vivo, precisando habitualmente de mais de uma dose para obtenção de imunidade adequada. Da mesma forma, por se tratar de microorganismos mortos ou suas frações, a vacina inativada não tem capacidade de causar infecção pelo microorganismo vacinal mesmo em indivíduos com imunodeficiências.


Por não haver replicação do antígeno, como ocorre após a administração de vacinas de microorganismos vivos, é necessário uso da dose total de antígeno necessário para indução de imunidade na injeção administrada. Além disso, a resposta imunológica obtida com vacinas inativadas é basicamente do tipo humoral, não havendo o desenvolvimento de quase nenhuma imunidade celular, o que resulta na necessidade de múltiplas doses para obtenção de imunidade e, por vezes, de doses suplementares para mantê-la.

 
Imunização Passiva x Ativa
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