E-mail  |  Cadastro   |  Login   |  Mapa do Site  |  Home
Busca
Imunizações > Imunização Passiva x Ativa > Passiva
Imunização Passiva
Autor: Equipe Riscobiologico.org - atualizado em 19/12/2008

A imunidade passiva é a proteção conferida pela transferência de anticorpos (imunoglobulinas, Ig). Estas podem ser transmitidas artificialmente por administração parenteral (oriundas do processamento de soro humano ou animal) ou naturalmente como a transmissão transplacentária de anticorpos maternos para o feto.


A vantagem conferida por este tipo de imunidade é sua ação imediata, isto é: disponibilidade de anticorpos no organismo do paciente logo após a administração do imunobiológico.


A desvantagem deste tipo de imunidade é seu caráter temporário, pois os anticorpos circulantes são degradados em semanas ou meses, não restando imunidade depois da diminuição do nível sérico de anticorpo transferido.


Em acidentes com animais peçonhentos é necessária a rápida disponibilidade de anticorpos circulantes para neutralização do veneno. Isso é obtido pela administração do soro heterólogo, que contém anticorpos contra a peçonha inoculada, logo após o acidente. De forma semelhante ocorre no uso de imunoglobulina contra hepatite B em profissionais de saúde não imunizados que sofrem acidente perfurocortante com fonte HBSAg positivo.


Tipos de Imunoglobulinas (Anticorpos)

Imunoglobulina padrão ou soro homólogo (origem humana)

Constituída da combinação de fração de Ig de milhares de doadores. Sendo assim, contém anticorpos “específicos” para diversos antígenos cuja freqüência depende da prevalência local de infecções e imunizações. Exemplo: Ig padrão norte-americana dificilmente conterá níveis elevados de anticorpos contra febre amarela, uma vez que sua população não é habitualmente vacinada ou exposta contra febre amarela. Provavelmente, porém, conterá anticorpos contra sarampo, pois a maior parte da população é imunizada contra sarampo.


Imunoglobulina hiperimune ou soro homólogo específico (origem humana)

Imunoglobulina contra varicela, hepatite A, hepatite B, tétano e raiva

Constituída de anticorpos específicos obtidos do plasma de doadores com níveis elevados de anticorpo específico desejado, o que ocorre por aquisição natural ou estimulação imunológica. A vantagem da imunoglobulina hiperimune é a certeza de altos níveis de anticorpos específicos para a etiologia em questão e o menor risco de reação alérgica em relação ao soro de origem animal.


Soro heterólogo (origem animal)

soro anti-diftérico (SAD), anti-botrópico, anti-crotálico, anti-elapídico, anti-aracnídeo, anti-escorpiônico, anti-tetânico (SAT), anti-rábico (SAR), anti-toxina botulínica

Constituído de anticorpos específicos obtidos de plasma de animais (habitualmente cavalos) com níveis elevados do anticorpo específico desejado, o que ocorre por estimulação imunológica (animais são expostos ao antígeno - peçonha, por exemplo – e o soro com anticorpo específico obtido de seu plasma).

A desvantagem deste tipo de imunoglobulina é o maior risco de reação alérgica, porém cabe ressaltar que não há soro homólogo contra algumas patologias (acidentes ofídicos, raiva, difteria), uma vez que não é feita estimulação imunológica contra esses antígenos em humanos.

A imunização passiva, isto é, o uso de imunoglobulinas, é utilizada:

  • Como profilaxia pré exposição: em pessoas que não podem ser vacinadas (contra-indicação, falta de tempo hábil entre imunização e exposição ao patógeno)
  • Como profilaxia pós exposição: em pessoas suscetíveis e expostas a certas infecções, tendo assim risco de adoecimento.
  • Como terapia: para neutralizar os efeitos de toxinas (botulismo, difteria e tétano) e peçonhas.

É importante salientar que apesar das imunoglobulinas serem originadas a partir de plasma obtido por um “pool” de doadores, não é descrita aquisição de doenças transmissíveis por imunoderivados como hepatite B, C e HIV em virtude dos cuidados no seu processo de produção.


Deve-se dar preferência ao uso do soro homólogo (imunoglobulinas de origem humana) sempre que disponíveis pelo menor risco de anafilaxia e doença do soro, que ocorrem habitualmente pela presença da proteína eqüina no imunobiológico administrado. Não há porém imunoglobulina de origem humana disponível para o tratamento de acidentes com animais peçonhentos e difteria, tendo-se que fazer uso do soro heterólogo, de origem animal, nestas situações.

 
Imunização Passiva x Ativa
Imunização
Passiva
Ativa
 
 


Download
 
Download
 


Riscobiologico.org - Copyright © 2019. Todos os direitos reservados.          criação: AldeiaCom