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EPI - Equipamentos de proteção individual/Barreira
Autor: Equipe Riscobiologico.org - atualizado em 12/05/2011

Equipamentos de Proteção Individual/Barreira (EPI) são todos os dispositivos de uso individual destinados a proteger a integridade física do trabalhador, incluindo luvas, protetores oculares ou faciais, protetores respiratórios, aventais e proteção para os membros inferiores.


Segundo a recomendação de diferentes órgãos, os empregadores são obrigados a fornecer os EPI adequados ao risco a que o profissional está exposto e a realizar no momento da admissão do funcionário e de forma periódica, programas de treinamento dos profissionais quanto à correta utilização. A adequação desses equipamentos deve levar em consideração não somente a eficiência necessária para o controle do risco da exposição, mas também o conforto oferecido ao profissional; se há desconforto no uso do equipamento, existe maior possibilidade de o profissional deixar de incorporá-lo no uso rotineiro.


A determinação das características dos acidentes associados à realização de determinado procedimento, obtida a partir da vigilância das exposições ocupacionais a material biológico, tem permitido o desenvolvimento de novos equipamentos de proteção.


Acidentes durante a realização de cirurgias, por exemplo, ocorrem geralmente pela utilização dos dedos para segurar os tecidos e realizar a sutura e pela palpação da ponta da agulha de sutura com o dedo indicador da mão não dominante. Nesse sentido, luvas cirúrgicas com reforço na área dos dedos mais freqüentemente expostos têm sido desenvolvidas para prevenir a exposição percutânea com agulhas de sutura.


Modelos laboratoriais de exposição percutânea com agulhas demonstraram que o volume de exposição aumenta com o aumento do calibre da agulha e com a profundidade da lesão. O volume do inóculo é estimado em 0,3 a 0,5 microlitros de sangue no caso de uma lesão com 5 mm de profundidade provocada por agulha de calibre 22. Quando não são usadas luvas a partir de uma exposição com agulha com lúmen, o volume de sangue injetado pode ser duas vezes maior do que aquele resultante de uma exposição no mesmo grau de profundidade provocada por agulha sólida.


O uso de luvas influencia de forma diferenciada exposições envolvendo agulhas com e sem lúmen. Em um dos modelos, mais de 50% de sangue são efetivamente retirados das agulhas com lúmen e mais de 80% quando utilizadas agulhas de sutura, que ultrapassam uma ou mais camadas de luvas de látex ou de vinil antes do contato com a pele do profissional de saúde exposto.


É possível que o fato de uma única luva poder reduzir até seis vezes o volume de sangue transferido por agulha sólida, mas somente a metade no caso de uma agulha com lúmen, ocorra porque a luva só remove o sangue na superfície externa da agulha. O uso de duas luvas reduz ainda mais a quantidade de sangue transferida pelos dois tipos de agulhas.


O efeito dessa variável na magnitude do risco de infecção, entretanto, não foi quantificado, mas é provável que lesões superficiais causadas por agulhas de sutura (sem lúmen) contaminadas com sangue passando por luvas tenham um risco menor de contaminação do que as lesões provocadas por agulhas com lúmen. Essa hipótese explica parcialmente a ausência observação de infecção comprovada após a exposição com agulha de sutura.


Apesar de não haver um beneficio comprovado de redução dos riscos de transmissão de patógenos sangüíneos, o uso de duas luvas reduz de forma significativa a contaminação das mãos por sangue. Desta forma, indica-se esta medida em situações com alto risco de exposição como grandes cirurgias, atuação às cegas, etc. Apesar de o uso de dois pares de luvas ter sido adotado por alguns cirurgiões, atribui-se a algumas razões a dificuldade no uso dessa medida, como a redução da sensibilidade tátil e parestesias dos dedos.



 
 


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