Doenças emergentes, alertas sanitários Ebola - Protocolo Ministério da Saúde
Prezados colegas,
Seguem abaixo informacoes retiradas do Protocolo do Ministério da Saúde-SVS (http://portalsaude.saude.gov.br/images/pdf/2014/agosto/08/PROTOCOLO-DE-VIGILNCIA-E-MANEJO-DE-CASOS-SUSPEITOS-DE-DOENA-PELO-VRUS-EBOLA-DVE-Verso-1-08ago2014.pdf).
Equipe Riscobiologico.org
DEFINIÇÕES
- CASO SUSPEITO: Indivíduos procedentes, nos últimos 21 dias, de país com transmissão atual de Ebola (Libéria, Guiné, Serra Leoa e Nigéria - OMS) que apresente febre de início súbito, podendo ser acompanhada de sinais de hemorragia, como: diarreia sanguinolenta, gengivorragia, enterorregia, hemorragias internas, sinas purpúricos e hematúria. - CASO CONFIRMADO: Caso suspeito com resultado laboratorial conclusivo para Ebola realizado em Laboratório de Referência. - CONTACTANTE: Indivíduo que teve contato com sangue, fluido ou secreção de caso suspeito; ou dormir na mesma casa; contato físico direto com casos suspeitos; contato físico direto com corpo de casos suspeitos que foram a óbito (funeral); contato com tecidos, sangue ou outros fluidos
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corporais durante a doença; contato com roupa ou roupa de cama de casos suspeitos; ter sido amamentado por casos suspeitos (bebês). - CASO PROVAVEL: caso suspeito de viajantes ou profissionais de saúde provenientes desses países e que apresentem histórico de contato com pessoa doente, participação em funerais ou rituais fúnebres de pessoas com suspeita da doença ou contato com animais doentes ou mortos.
DETECÇÃO E NOTIFICAÇÃO
O Ebola é uma doença de notificação compulsória imediata e deve ser realizada pelo profissional de saúde ou pelo serviço que prestar o primeiro atendimento ao paciente, pelo meio mais rápido disponível, de acordo com a Portaria Nº 1.271, de 6 de junho de 2014.
Todo caso suspeito deve ser notificado imediatamente às autoridades de saúde das Secretarias municipais, Estaduais e à Secretaria de Vigilância em Saúde por um dos seguintes meios: telefone 0800.644.6645, preferencialmente; e-mail
PERIODO DE INCUBACAO
O período de incubação pode variar de 1 a 21 dias.
TRANSMISSAO
Não há transmissão durante o período de incubação. A transmissão só ocorre após o aparecimento dos sintomas e se dá por meio do contato com sangue, tecidos ou fluidos corporais de indivíduos infectados (incluindo cadáveres), ou do contato com superfícies e objetos contaminados.
CASO SUSPEITO EM SERVIÇO DE SAÚDE
Todos os profissionais de saúde encarregados do atendimento direto aos pacientes suspeitos de DVE devem estar protegidos utilizando os seguintes Equipamentos de Proteção Individual (EPI):
macacão com mangas compridas, punho e tornozelos com elástico, resistente à abrasão, resistência à penetração viral, costuras termoseladas, com abertura e fechamento frontal por ziper; máscara de proteção respiratória PFF2 ou N95 (quando indicado); protetor facial; cobre-bota; luvas descartáveis e avental descartável, resistentes a fluidos e impermeáveis.
Todos os EPI deverão ser retirados e descartados como resíduos do Grupo A1, conforme descrito na RDC/Anvisa nº 306 de 04 de dezembro de 2004, que dispõe sobre o Regulamento Técnico para o gerenciamento de resíduos de serviços de saúde.
Atenção especial deve ser dada aos procedimentos de lavagem das mãos, por parte dos profissionais que realizam os procedimentos, utilizando antisséptico como o álcool-gel ou soluções degermantes (clorexidina a 2% ou PVPI 10%).
A higiene das mãos deve ser realizada imediatamente após a remoção dos EPI.
Usar dispositivos descartáveis para o atendimento ao paciente sempre que possível. Quando não houver dispositivo descartável, implantar o uso exclusivo para cada paciente, de estetoscópio, esfigmomanômetro e termômetro, que deverão sofrer desinfecção após o uso.
DIAGNOSTICO DIFERENCIAL
A DVE é uma síndrome febril hemorrágica aguda cujos diagnósticos diferenciais são: malária, febre tifoide, shiguelose, cólera, leptospirose, peste, ricketsiose, febre recorrente, meningite [doença meningocócica], hepatite e outras febres hemorrágicas.
TRATAMENTO
Não existe tratamento específico para a doença, sendo limitado às medidas de suporte à vida.
INVESTIGAÇÃO EPIDEMIOLÓGICA
Colher informações detalhadas sobre o histórico de viagem para áreas afetadas pelo vírus, a fim de identificar possível Local Provável de Infecção (LPI).
Deve-se, ainda, buscar no histórico de viagem as atividades de possível exposição ao vírus, como contato com indivíduo suspeito (vivo ou morto); animal (vivo ou morto); e tecidos, sangue e outros fluidos corporais infectados. Adicionalmente, recomenda-se registrar detalhadamente as manifestações clínicas apresentadas.
Os contatos de casos suspeitos identificados deverão ser monitorados por 21 dias após a última exposição conhecida.
Para o acompanhamento dos contatos assintomáticos não é necessário o uso de EPI pelos profissionais de saúde.
A partir da manifestação de sintomas compatíveis com DVE os contactantes serão tratados como casos suspeitos."
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"Surto de ebola na África leva OMS a declarar emergência pública global
Resposta internacional coordenada é essencial para frear propagação mundial da doença, diz entidade
GENEBRA - A Organização Mundial da Saúde (OMS) classificou a epidemia de ebola na África Ocidental de emergência internacional. O surto, que começou em fevereiro, já matou 932 pessoas. Foram 1711 infectados, principalmente em Serra Leoa, Libéria e Guiné. A Nigéria, país mais populoso do continente negro, tem seis casos da doença e um óbito registrados.
O comitê de urgência da OMS, que estava reunido desde quarta-feira em Genebra, na Suíça, "considera de forma unânime que se dão as condições para declarar uma emergência de saúde pública de alcance mundial", de acordo com um comunicado divulgado.
Segundo a organização, os
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países afetados devem tomar todas as medidas possíveis para conter a epidemia, concentrando esforços nas fronteiras e aeroportos.
"Uma resposta internacional coordenada é essencial para frear e fazer retroceder a propagação internacional do ebola", acrescentou o comitê.
- A epidemia de ebola é a mais importante e a mais grave em quatro décadas - destacou em entrevista coletiva a diretora geral da OMS, Margaret Chan, que teve orientação de 20 especialistas.
A diretora estimou que os países do oeste da África afetados pela epidemia não podem fazer frente por si mesmos e instou a comunidade internacional a dar o apoio neceessário.
Apesar de o comitê ter excluído impor restrições sobre as viagens ou o comércio internacional, indicou que os Estados Unidos devem se preparar para detectar e tratar os casos dos doentes e facilitar a saída de seus cidadãos, em particular o pessoal da área médica, exposto à doença.
Especialistas temem que a doença saia do Oeste da África e migre para grandes cidades. Nos últimos dias, empresas como a British Airways e a Emirates deixaram de voar para a região mais afetada. Ao contrário de casos registrados no passado, o surto parece não perder força e continua se espalhando.
POUCOS RISCOS DE TRANSMISSÃO NO BRASIL
Até quinta-feira, o Ministério da Saúde informava não haver caso suspeito ou confirmado do ebola no Brasil, além de ser baixo o risco de transmissão para o país. A pasta informou também receber diariamente informações da OMS sobre a situação de circulação de vírus no mundo, entre eles o ebola.
"Como o Ebola é transmitido pelo contato direto com sangue, secreções, órgãos e outros fluidos corporais de pessoas ou animais infectados, a transmissão para outros continentes é considerada como pouco provável. A OMS não recomenda quaisquer medidas que restrinjam o comércio ou o fluxo de pessoas com os países afetados", informou o ministério em nota.
Esta semana, o Ministério da Saúde encaminhou um informe técnico às secretarias de Saúde dos estados, DF e municípios sobre o ebola. Há informações sobre período de incubação, forma de transmissão e definição de casos suspeitos e confirmados. Também são listadas medidas a serem adotadas quando houver casos suspeitos, além de um "perguntas e respostas" sobre a doença."
Alguém tem conhecimento de legislações que tratem sobre utilização de água da chuva em Hospitais? Quais os possíveis usos, armazenamento, desinfecção...
Grata,
Naiara Olga Lusa Bióloga
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Conceitos e condutas gerais Condutas - Exame Parasitológico de Fezes
Prezados,
Bom dia!
Alguém saberia dizer se existe alguma legislação que versa sobre a exigência de que seja realizado Exame de Fezes para trabalhadores cujas atividades contemplem manipulação de alimentos e/ou serviços de limpeza?
Se sim, essa legislação é nacional?
Para os colegas do Rio de Janeiro: existe alguma legislação estadual ou municipal sobre o assunto?
Muito obrigada a todos.
Nadia El Kadi Médica do Trabalho
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Esterilização, desinfecção, antissepsia Reprocessamento - Uso Único
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reprocessamento de ponteiras (eletrodo de bisturi para alta frequência)
Caros colegas listeiros,
Tenho uma dúvida com relação ao reprocessamento de um material. Recebi para esterilizar: Eletrodos para bisturi de alta frequencia utilizado em procedimentos dermatológicos.
No rótulo da embalagem estava escrito: recomendado uso único.
Consultei RE 2605, 2606 e 156 da Anvisa.
O produto não consta na listagem de produtos proibidos. Contudo a palavra recomendado uso unico me deixou na dúvida. Não encontrei nas resoluções algo que dia que não posso reprocessar esse tipo de material somente quendo vem escrito: "proibido reprocessar".
Essas ponteiras não tem conformidade complexa, são simples, fácil de lavar e secar.
Então.. posso reprocessá-las ou não???
Obrigada pela ajuda!!!!
Marina Bessa
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reprocessamento de caneta de bisturi elétrico
Olá grupo,
Gostaria
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de saber de vocês se reprocessam canetas de bisturi elétrico e qual o método utilizado e quantos reprocessamento fazem por caneta?
Obrigada.
att.,
Maria Cristina M. de Almeida Mestre em Ciências - EERP - USP Especialização em Controle de Infecção Relacionado a Assistência em Saúde
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