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Hepatites virais Hepatite C - Transmissão
"FAPESP Especiais Conexões virais Por Fábio de Castro Agência FAPESP - O vírus da hepatite C (VHC), descoberto em 1989, já infectou cerca de 170 milhões de pessoas em todo o mundo, mas 40% dos eventos de transmissão não têm causa conhecida. Um novo estudo, liderado por pesquisadores brasileiros e realizado com amostras de sangue de pacientes do Estado de São Paulo, mostra pela primeira vez que fatores sociais podem ter um papel central nos padrões de disseminação do vírus. O trabalho, publicado na edição desta quinta-feira (24/6) da revista científica de acesso livre PLoS ONE, revela que os diversos genótipos do vírus entraram em território paulista em diferentes momentos e tiveram taxas de crescimento distintas. A pesquisa indica ainda que
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a transmissão está relacionada com a rede de contatos sociais entre os indivíduos, direcionando-se para grupos com determinado tipo de comportamento. O trabalho é um dos resultados da Rede de Diversidade Genética Viral (VGDN), formada por dezenas de laboratórios espalhados pelo Estado que estudam as variedades genéticas de vírus. Lançada em 2000 como decorrência do Programa Genoma FAPESP, a rede é financiada pela Fundação. De acordo com Paolo Zanotto, professor do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (USP), autor principal do artigo e um dos coordenadores da VGDN, o estudo se baseou em sequências genéticas extraídas de amostras de sangue de 591 pacientes de cidades paulistas. "O padrão predominante dos estudos de epidemiologia tem um viés clínico, mas procuramos entender qual é o papel da interação social na disseminação da doença. Um dos dados que tínhamos à disposição era o número de parceiros sexuais dos pacientes e, a partir daí, percebemos claramente que o número de contatos sexuais - que reflete a conectividade das pessoas nas malhas sociais - é claramente um fator fundamental para a transmissão do vírus", disse Zanotto à Agência FAPESP. Estima-se que os portadores do VHC no Brasil correspondam a até 3,5% da população. Não existe vacina disponível para a hepatite C e o tratamento para a doença consiste em antivirais que têm baixa eficácia e provocam efeitos colaterais. "Por isso é tão importante entender a dinâmica de transmissão do vírus e investir em prevenção", disse Zanotto. O estudo mostrou que o subtipo 1b do VHC é o mais antigo e avançou mais lentamente que os subtipos 1a e 3a, em múltiplas classes sociais e faixas etárias. Por outro lado, os subtipos 1a e 3a estão associados a pessoas mais jovens, infectadas mais recentemente, com taxas mais altas de transmissão. "A dinâmica da transmissão do VHC em São Paulo varia de acordo com o subtipo e é determinada por uma combinação de idade, exposição ao risco e características da rede social. Os fatores sociais têm um papel fundamental nas taxas e nos padrões de disseminação. A definição desses grupos de risco será fundamental para orientar políticas públicas de prevenção", disse Zanotto. Segundo o cientista, ao utilizar o número de contatos sexuais como indicador do tamanho da rede social em que os pacientes estão inseridos foi possível observar que os subtipos mais recentes do vírus circulam entre indivíduos com mais conexões, potencializando o número de pessoas expostas. "Outro aspecto observado é que os pacientes com maior número de conexões praticam mais comportamentos de risco, como uso de drogas e sexo desprotegido. A associação entre a transmissão e a alta conectividade social e a transmissão do vírus não havia sido observada até agora porque a maior parte dos trabalhos se restringia a analisar dados provenientes de grupos de risco, mas nós optamos por uma amostra aleatória", explicou. Os diferentes subtipos do VHC entraram no Estado de São Paulo em diferentes momentos, segundo o estudo. O subtipo 1b infectava pessoas nascidas antes da década de 1930. Já o subtipo 3a entrou em cena no meio da década de 1950 e começou a se espalhar rapidamente. "No passado, o vírus foi disseminado principalmente por transfusão de sangue contaminado. Mas em 1990 foram implantados os testes anti-VHC em bancos de sangue e ele continuou se espalhando. O uso de drogas injetáveis é certamente importante para a transmissão, como a transfusão sanguínea já foi. Mas constatamos que grande parte dos novos casos não envolve esta prática e o vírus continua se espalhando", disse Zanotto. O subtipo 1a teve seu crescimento acelerado por volta de 1990, mesmo com o fim da contaminação por transfusão de sangue e, segundo o estudo, já é o segundo subtipo mais comum, devendo superar em breve o subtipo 1b. "O subtipo 1a está associado às pessoas jovens com muita conectividade sexual. Outras características comuns nesse grupo são o uso frequente de drogas, prática de sexo desprotegido, tatuagens e encarceramento", afirmou. Além de Zanotto, participaram do estudo Camila Malta Romano, Fernando Lucas de Melo, Atila Iamarino e Marco Motoki - todos do Laboratório de Evolução Molecular e Bioinformática, do Departamento de Microbiologia do ICB-USP -, Isabel Guedes de Carvalho-Mello, do Instituto Butantan, João Renato Rebello Pinho, do Instituto de Medicina Tropical da Faculdade de Medicina da USP, Leda Jamal, da Secretaria de Saúde do Estado de São Paulo, e Edward Holmes, do Departamento de Biologia da Universidade Estadual da Pensilvânia, Estados Unidos. Estratificação comportamental O estudo detectou ainda uma correlação do crescimento acelerado dos subtipos mais recentes com a densidade populacional do Estado de São Paulo no período em que os vírus foram introduzidos. "O aumento populacional favorece o maior número de conexões sociais. Como em qualquer rede social, essas conexões se estabelecem por associação preferencial. Isto é, as pessoas estabelecem mais relações com quem tem comportamentos parecidos. Por isso, têm mais chances de se conectar a indivíduos que já são muito conectados", disse Zanotto. O cientista explica que a distribuição do número de parceiros sexuais segue uma lei de potência que indica grande assimetrias nos padrões de conectividade entre os indivíduos. "A maior parte das pessoas tem entre duas e cinco conexões nessa rede de contatos sexuais. Mas alguns indivíduos chegam a ter alguns milhares de conexões. Diferentes subtipos de vírus infectam esses diferentes grupos", afirmou. Segundo Zanotto, o estudo mostrou que as políticas de prevenção devem ser voltadas para os indivíduos que estão altamente conectados. "Não podemos garantir que a conectividade sexual explique a disseminação da hepatite C, mas há uma clara correlação. Não sabemos se a sexualidade é um indicador, ou uma via de transmissão, mas onde há fumaça há fogo. Se o sexo não é o fator de transmissão, trata-se pelo menos de algum fator associado à grande conectividade sexual. O fato é que há uma clara estratificação comportamental nos padrões de transmissão", disse. O artigo Social Networks Shape the Transmission Dynamics of Hepatitis C Virus, de Paolo Zanotto e outros, pode ser lido gratuitamente na revista PLoS One em www.plosone.org."
Eduardo dos Santos Conceição - Tecnólogo / SSMA - SBIB Albert Einstein SP
Áreas de apoio Áreas de Apoio - Sistemas de Exaustão
Boa tarde! Caros listeiros, Alguém sabe me dizer qual norma fala da obrigatoriedade do sistema de exaustão em CME e Lavanderia (área suja). Se alguém tiver as normas pode me enviar? Desde já agradeço. TST Mensagem encaminhada pela colega Tânia
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gostaria saber como esta o procedimento dos hospitais diante da exposição de gestantes imunizadas contra Influenza A (H1N1) no local de trabalho.
Foi publicado o Informe Técnico sobre a Vacinação e Afastamento de Gestantes em Situação de Pandemia de Influenza A (H1N1) de 27 de maio de 2010 da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo Profissionais de saúde gestantes, mesmo vacinadas, sejam removidas/transferidas, temporariamente, de setores de pronto atendimento, de urgência/emergência e do atendimento direto a pacientes com Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG)
Como vcs estao caracterizando transferência temporária.
Enqto durar toda a gestação? A partir do inicio da 2 onda? ou de acordo com indice de atendimento desses casos pelo PA?
grata A. Hermann
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bom dia . Minha instituição resolveu que os ambus devem ser lavados pelos enfermeiros, claro que achei um absurdo o fato, pois o motivo é simplesmente pq toda vez que a CME os lava, os mesmos voltam para o setor faltando peça, sei que tem uma legislação que rege sobre a lavagem e desinfecção deste tipo de artigo, alguem poderia me informar melhor.
Enf. Simeia
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Laboratórios clínicos e de pesquisa Laboratórios - Resíduos x Autoclaves
Olá caros listeiros, gostaría de saber qual o tempo de esterilização em autoclaves a vapor de resíduos contaminantes de laboratório (placas de petri, tubos de ensaio, etc), pois é recomendado um 1º processo na unidade geradora do resíduo. Att. Dídi
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Legislação e normatizações Consulta Pública - Antimicrobianos
Mensagem encaminhada pelo colega Gustavo
"São Paulo Anvisa discute novo controle de antibióticos 12:05 | 21 de Junho de 2010 Por AE São Paulo - A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) abriu consulta pública de 30 dias sobre proposta para aumentar o controle sobre a venda de antibióticos. Conforme antecipou o jornal O Estado de S. Paulo em junho de 2009, o órgão decidiu incluir a droga entre as que têm de ter a prescrição retida. As quatro substâncias mais utilizadas (amoxicilina, azitromicina, cefalexina e sulfametoxazol) terão de ter a movimentação acompanhada no Sistema Nacional de Gerenciamento de Produtos Controlados (SNGPC), o mesmo usado para psicotrópicos, como calmantes. Após receber sugestões da sociedade, a Anvisa definirá nova regulamentação. As
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informações são do jornal O Estado de S. Paulo. AE"
[ Riscobiologico.org - Acesso ao texto da consulta pública - http://portal.anvisa.gov.br/wps/wcm/connect/84a5128042e59c46a31fb7d90f4a3f31/CP+N%C2%BA+58+DIDBB.pdf?MOD=AJPERES ]
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Hepatites virais Hepatite B - Duração de Resposta Vacinal
Vencimento da memoria imunologica - Vacina contra Hepatite B Colegas
Já q a memória imunológica da vacina contra Hepatite B permanece intacta por + de 12 anos (12 a 15 anos) e protege contra infecção crônica por HBV, há algum material tecnico nacional orientando sobre a revacinação das 3 doses apos esse periodo? gratos
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Divulgação de cursos e eventos Divulgação de Curso - SP
Universidade Federal de São Paulo Pró-Reitoria de Extensão Curso de Pós-Graduação Lato sensu - Especialização Curso de Especialização em Prevenção e Controle de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde - UNIFESP A Comissão de Epidemiologia Hospitalar da UNIFESP desenvolveu, no início de 2007, um Curso de Especialização em Prevenção e Controle de Infecção Relacionada à Assistência à Saúde. Este curso tem a finalidade de formar profissionais de saúde para a prevenção e controle das infecções em serviços de saúde conforme orientações das legislações pertinentes à matéria. O curso busca fornecer subsídios teóricos e práticos para que o aluno possa adquirir uma formação específica e análise crítica, tornandoo capaz de atuar na área. ConteConteúúdo Programdo Programático: Introdução ao Controle de Infecção Hospitalar
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/>Epidemiologia das infecções hospitalares I, II e III - Investigação e Controle de Surtos Hospitalares Antimicrobianos Laboratório de Microbiologia Patógenos Especiais Serviços de Apoio I e II Controle de infecção em Áreas Especiais: Unidadede Terapia Intensiva, Neonatologia, Diálise, Centro Cirúrgico, Transplante Biossegurança Estatística Limpeza, desinfecção e esterilização Microrganismos Multirresistentes Controle de Qualidade, Ambientee Doenças de Notificação Compulsória Metodologia Científica e de Ensino Introdução à Gestão Hospitalar Inscrições: 20/05/2010 a 30/07/2010 (R$150,00) Para inscrever-se no curso entre no site http://procdados.epm.br/dpd/proex/asp/index.asp?page=INS&tipo=E (O curso está cadastrado no Departamento de Medicina) Matrículas: 16/08/2010 a 19/08/2010 Investimento:12 x R$400,00 Maiores informações: Comissão de Epidemiologia Hospitalar - Hospital São Paulo/ UNIFESP Rua Napoleão de Barros, 690 - 2º andar - Vila Clementino CEP:04024002 Tel: (11) 5576-4463/5571-8935 Email: especializacaoccih@gmail.com Coordenador: Prof. Dr. Eduardo Alexandrino Servolo de Medeiros Professor Adjunto da Disciplina de Infectologia da UNIFESP Chefe da Disciplina de Infectologia Presidente da CEH/ HSP
[ Riscobiologico.org - Folder disponibilizado no endereço http://www.riscobiologico.org/lista/20100622.pdf ]
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Assuntos diversos Assuntos Diversos - Cateterismo Vesical
Bom Dia Estou pedindo informações aos senhores colegas. Como anda a atualizações de sondagem vesical tanto de alivio ou de demora? Refiro a técnica de assepsia,tenho presenciado algumas instituições de usarem agora somente lavar com sabão anti-séptico,baseado aonde?e como? Vejo que quando há mudanças de técnicas não seriam prudente o conselho de enfermagem passar isso,ou sim depois de uma avaliação percebo que cada instituições está fazendo ...baseado onde..... Obrigada Angela enfermeira
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