Informes e contatos Informe - Projeto Riscobiologico.org
Prezados colegas,
Gostaríamos de comunicar algumas novidades:
O nosso website foi extensamente atualizado com a inclusão de novos slides, resumos de congressos e manuais:
Confiram:
- Acidentes com materiais perfurocortantes e profissionais da área da saúde - Slides apresentados pela colega Silvia Rita Marin da Silva da Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto (USP)
- Novas diretrizes sobre o uso de anti-retrovirais
- Nova Manual sobre as Implicações Éticas do Diagnóstico e da Triagem Sorológica do HIV
- Resumos de trabalhos relacionados ao tema acidentes de trabalho com material biológico apresentados nos últimos importantes congressos:
40th Annual Meeting of the European Association for the Study of the Liver (EASL) - 13 a 17 de abril de 2005 - Paris,
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França
European HIV Drug Resistance Workshop - 30 de março a 1 abril de 2005 - Atenas, Grécia
XLI Congresso da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical e I Encontro de Medicina Tropical do Cone Sul - 6 a 10 de março de 2005 - Florianópolis
XII Conferência sobre Retrovírus e Infecções Oportunistas - 22 a 25 de fevereiro - Boston
- Várias recentes Bionews !
Outros esclarecimentos:
Atualmente contamos com 1.439 participantes inscritos na nossa lista de discussão por e-mail. Temos tido um grande número de e-mails e gostaríamos de informar que as mensagens são agendadas de acordo com a ordem de chegada em nosso servidor. Estamos enviando um máximo de 10 mensagens por dia (desde final de março!) para evitar encher a caixa postal dos usuários (reclamação freqüente dos participantes). Por vezes, chegamos a ter um intervalo de 7 dias entre o recebimento do e-mail e a entrada da mensagem na lista.
Desde o segundo semestre de 2002, 4 MILHÕES 135 MIL e 857 e-mails já foram enviados !
(Não somados os restantes recebidos desde o início do funcionamento da lista em agosto de 2000).
Gostaríamos de relembrar que somente as mensagens identificadas (nome, área de atuação e cidade do local de trabalho) estão sendo enviadas para lista. Não é necessária a identificação completa, caso o participante não tenha interesse em revelar o serviço de saúde em que trabalha. Também não é necessária a divulgação de e-mail pessoal.
Estamos finalizando uma nova versão do software PSBio que, em breve, estará sendo liberada. Estamos no processo de teste piloto dos instrumentos de coleta de informações e do software em 5 hospitais brasileiros e desde já agradecemos a contribuição desses serviços de saúde.
Estamos sempre à disposição para o envio de críticas e sugestões.
Informamos que os contatos com a secretaria de nosso Projeto podem ser feitos através do e-mail secretaria@riscobiologico.org ou pelo telefones (21) 8189.7338 e Tel/fax: (21) 2266.7953.
Agradecemos muito a participação de cada um desde o início do Projeto - que estará completando 5 anos em agosto !
Legislação e normatizações Legislação - Comissão de Controle de Infecção Hospitalar
Saúdo a todos !!
Não conheço o Ricardo Menezes ou se conheço não me lembro (risos) mas leiam o conteúdo de sua mensagem e reflitam a respeito....CCIH existem só para cumprir a lei ??? O que devemos fazer quando vamos avaliar um hospital que tem CCIH instalada e constatamos a existência de inúmeras não conformidades ?? É problema somente de natureza sanitária ou também envolve ÉTICA ??????
Leiam...
Saudações.
Paulo Roberto Rebello
VISA-EAD/ENSP-FIOCRUZ
Por falar em controle de infecção hospitalar, teço estas digressões. O teor desta mensagem nada tem a ver diretamente com o conteúdo da mensagem abaixo.
Os órgãos de vigilância sanitária estaduais e,
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desejavelmente também os das grandes e médias municipalidades, tem que manter equipes estáveis e bem capacitadas que desenvolvam ações programáticas de vigilância sanitária de serviços de saúde, vigilância essa na qual o controle dos fatores determinantes e condicionantes da infecção hospitalar, externos ao organismo do paciente, é UM DOS eixos da matriz conceitual que deve norteiar a fiscalização, o controle e o permanente monitoramento dos estabelecimentos de saúde.
Secundário, mais não menos importante, vem a ser a evidência de que os órgãos de vigilância sanitária devem (dever-poder) observar a legislação vigente e instarem os hospitais a enviarem relatórios mensais padronizados acerca da vigilância das infecções hospitalares que realizam, de modo que vá se produzindo séries históricas a respeito de cada hospital e possibilitando o monitoramento, mês a mês, de cada hospital, o que é condição indispensável para que os órgãos de vigilância sanitária possam detectar o momento de realizar inspeções não-programáticas a fim de verificar in loco as razões, por exemplo, do aumento de incidência de tais infecções em um dado mês, portanto, de detectar o momento de realizar inspeções para investigar, orientar e determinar a correção de inadequações estruturais e relativas à execução de procedimentos nos estabelecimentos de saúde que ensejam a ocorrência de casos de infecção hospitalar. Nessa última circunstância (inadequações estruturais e relativas à execução de procedimentos) no mais das vezes, a ocorrência de casos de infecção hospitalar não se constituem em fatalidades, mas sim em adversidades ou eventos adversos à saúde que poderiam ser evitados, bem como os óbitos deles decorrentes não são fatalidades ou desígnios divinos, mas, igualmente, são eventos adversos à saúde que poderiam ser evitados.
Não é demais registrar: incremento da incidência de infecções hospitalares, e de óbitos em relação aos quais tais eventos mórbidos foram causas determinantes centrais ou coadjuvantes, em hospitais nos quais o Programa de Controle de Infecção Hospitalar - obrigatoriedade determinada por Lei Federal sancionada no ano de 1997 - não encontra-se de fato implantado, há anos vem impulsionando o Poder Judiciário a considerar pertinente as ações demandando indenizações por danos por parte de pacientes acometidos por infecção hospitalar. Nesses casos, quem elabora e dá fé pública ao relato de que o hospital não conta com Programa de Controle de Infecção Hospitalar implantado não é o responsável técnico, o proprietário privado ou público do hospital ou membros de Comissões de Controle de Infecção Hospitalar de "fachada", não, é o órgão de vigilância sanitária competente.
Ou seja, órgãos de vigilância sanitária estaduais, bem como municipais que tenham assumido as ações de vigilância sanitária de serviços de saúde, que não desenvolvem, ou não tentam desenvolver, programações permanentes de vigilância sanitária daqueles serviços de saúde que exponham a mais riscos os seus usuários, com destaque para os estabelecimentos de saúde de alta complexidade, dentre eles os hospitais, não seriam, por omissão, e talvez também por negligência, co-responsáveis pela transgressão à legislação por parte daqueles hospitais que não implantaram os seus Programas de Controle de Infecção Hospitalar ? De se pensar...
Observe-se que, nas unidades da federação, ou municipalidades, onde os hospitais já encaminham os relatórios padronizados mensais relativos à programação de controle de infecção hospitalar a órgãos públicos estaduais ou municipais, órgãos esses que não sejam os de vigilância sanitária, impõem-se instituir o concomitante fluxo mensal de reenvio desses relatórios para os órgãos de vigilância sanitária competentes. Afinal, a informação epidemiológica atualizada, e mensal, precisa ser remetida para o conhecimento de quem tem poder de intervenção, sem o que o monitoramento e controle dos Programas de Controle de Infecção dos hospitais brasileiros, por parte do Poder Público, será o exemplo do não- controle, da contemplação clínico-epidemiológica impotente (e omissa e negligente), enfim, da complacência irresponsável diante de parcela da morbidade e de mortes evitáveis de cidadãos que residem neste país.
É isto.
Tenho alguma razão na minha argumentação?
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Doenças emergentes, alertas sanitários Doenças Infecciosas e Parasitárias - Brasil
Para leitura .
Saudações todos.
Paulo Roberto Rebello
Doenças rurais invadem cidades
O surto de mal de Chagas em Santa Catarina acendeu o sinal amarelo nos serviços de controle epidemiológico do país: doenças associadas às áreas rurais estão se tornando cada vez mais comuns nas grandes cidades, mostram dados do Ministério da Saúde. A tripanossomíase, nome científico da moléstia transmitida pelo barbeiro, atingiu
3.075 brasileiros em 2004 - em 2000, eram 1.154 casos. Os números da leishmaniose visceral também são alarmantes. A doença, conhecida como calazar ou febre dundun, é causada por um protozoário e transmitida por um mosquito. Em 5 anos, o número de casos passou de 924 (em 2000) para 2.291 (2004). Para a Organização Pan-Americana de Saúde, na periferia da maioria das capitais
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do Nordeste, a leishmaniose já é uma endemia.
E não são os únicos casos. Doenças como a amebíase e a shiguelose - infecções causadas por parasitas, protozoários ou bactérias - e a leptospirose também apresentam números crescentes nos últimos 5 anos.
A razão é simples: o desmatamento desordenado, a ocupação de áreas de floresta com moradias e, principalmente, a urbanização desenfreada estão criando um país de jecas-tatus.
- O processo de desenvolvimento brasileiro nos últimos anos torna quase inevitável que esse tipo de coisa aconteça. A urbanização vem acontecendo em ritmo acelerado, mas com uma total falta de estrutura, principalmente no que se refere ao saneamento básico - diz o epidemiologista Eduardo Costa, da Fiocruz. - Sem falar que as cidades estão se expandindo para áreas de mata, fazendo com que animais hospedeiros ou transmissores de doenças se aproximem das casas e acabem contaminando os homens.
Esquistossomose em pleno Rio de Janeiro A referência ao personagem de Monteiro Lobato faz sentido. Mesmo sem apresentar números alarmantes, a ancilostomose, a infecção causada por vermes contraída por Jeca Tatu, ainda é endêmica em algumas regiões do país. No nordeste de Minas Gerais, por exemplo, pesquisadores da Fiocruz estimam que cerca de 80 por cento da população estejam infectados.
E mesmo doenças em queda livre no país, como a esquistossomose, ainda apresentam focos em lugares inesperados. No Alto da Boa Vista, no Rio, por exemplo, foram registrados 260 casos desde 1999. A moléstia, causada por um parasita que tem como principal hospedeiro um caramujo, tem como fonte de disseminação o Rio da Cachoeira, que corta 5 comunidades pobres. Foi lavando roupa no rio que a balconista Maria de Fátima, de 27 anos, contraiu a doença. Nascida na Paraíba, a moça mora no Rio há pouco mais de 2 anos e acreditava que a esquistossomose era uma doença extinta.
- Tive febre, dor de cabeça e náuseas. No posto de saúde, o médico nem hesitou:
como moro aqui, ele logo identificou a doença. Na escola, a gente aprendia aquela coisa do caramujo, mas não imaginava que isso existia. Ainda mais numa cidade grande - conta ela, sem saber que, no ano passado, 292 pessoas contraíram esquistossomose na Região Sudeste, a maioria em áreas urbanas.
Leptospirose cresce nas grandes cidades E é justamente nas cidades grandes que outras doenças, como a leptospirose, vêm crescendo. Transmitida pela urina do rato, a moléstia, em sua forma icterohemorrágica - que provoca hemorragia no interior dos tecidos e pode até matar - passou de 69 casos registrados em 2000 para 492 em 2004. Surtos de leptospirose são comuns em áreas atingidas por enchentes. Morador em Belford Roxo, na Baixada Fluminense, o taxista Raimundo Fernandes de Souza, de 47 anos, teve a doença no ano passado.
- Se as ruas fossem limpas e o lixo recolhido direito não dava tanto rato aqui.
Felizmente, descobri rápido que tinha a doença e pude fazer o tratamento adequado.
Se a água voltar a subir, estaremos correndo o mesmo risco.
Um risco que pode ser cada vez maior quando se observa que casos de doenças típicas de matas nativas - como a malária causada pelo protozoário Plasmodium falciparum, que é a forma mais grave da moléstia - estão caindo nas bordas da Floresta Amazônica e crescendo na Região Sudeste. Em 2000, o Ministério da Saúde registrou
23 casos entre São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Espírito Santo. Em 2004, foram 43.
- Nas matas, a malária circula entre os macacos e infecta o homem que entra para caçar ou para cortar lenha, por exemplo. Se cresce nas cidades é sinal de que as casas estão cada vez mais perto da floresta. Com isso, você pode passar a ter o ciclo completo da doença em áreas urbanas. O desequilíbrio ecológico tem conseqüências quase imediatas na saúde da população - observa Eduardo Costa.
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Assuntos diversos Ética - Relação Medicina x Indústrias
Mais uma leitura e profunda reflexão lembrando-vos de que trata-se de matéria jornalística......
Cordiais saudações.
Paulo Roberto Rebello
Folha de São Paulo, sexta-feira, 15 de abril de 2005 - Ciência
http://www1.folha.uol.com.br/fs p/ciencia/fe1504200501.htm
MEDICINA
Indústria farmacêutica contrata pesquisadores para assinar estudos que eles não fizeram, encobrindo interesses
Médica denuncia fraude em publicação
SALVADOR NOGUEIRA, DA REPORTAGEM LOCAL
É prática comum companhias farmacêuticas recrutarem pesquisadores supostamente imparciais para assinar estudos que eles não realizaram, com o objetivo de ocultar interesses por trás dessas publicações. Agora, alguém resolveu denunciar um caso e abrir a questão ao debate público.
Adriane Fugh-Berman é médica e pesquisadora na Universidade Georgetown, em Washington, nos EUA. Em meados do ano passado, ela foi contatada por uma empresa de comunicação médica vinculada a
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uma companhia farmacêutica, com uma proposta.
A dita companhia propôs que ela assinasse um artigo de revisão (tipo de estudo mais importante nas ciências médicas, pois reúne resultados de diversas pesquisas paralelas e faz um balanço de tudo que foi investigado sobre o tema). O assunto era a interação de ervas com warfarin, um famoso anticoagulante com uma longa história nos EUA, único de uso oral aprovado pela FDA (agência que regula fármacos no país).
Interesse
A proposta, feita por e-mail, dizia explicitamente que o estudo havia sido financiado por uma certa companhia farmacêutica, que não tinha nenhuma droga no mercado concorrente do warfarin, nem nenhum produto derivado de ervas. Intrigada, Fugh-Berman pediu mais informações.
Poucos meses depois, em 24 de agosto, ela voltou a ser contatada. A empresa de comunicação havia enviado um rascunho do estudo, já assinado por ela, para que ela fizesse as modificações que achasse necessárias, de preferência até o dia 1º de setembro.
Sobre o interesse da farmacêutica pelo estudo, a empresa de comunicação disse a Fugh-Berman: "Embora não haja promoção de nenhuma droga nesse estudo, a companhia quer preparar o palco para novos anticoagulantes que não estão sujeitos às numerosas limitações do warfarin".
A pesquisadora da Georgetown não aceitou ceder seu nome para a publicação da pesquisa. E a história teria provavelmente morrido aí, não fosse uma coincidência.
Outro cientista mais permissivo foi encontrado pela empresa para assinar o estudo. O trabalho, então, foi submetido para publicação no "Journal of General Internal Medicine" ( www.blackwellpublishing.com/journal.asp?ref=0884-8734), revista científica americana com "peer-review", sistema em que outros cientistas, independentes, são chamados a avaliar o conteúdo dos trabalhos antes da publicação.
"Por coincidência, eu fui chamada a avaliar esse artigo, uma versão revisada, mas reconhecível, do manuscrito que antes havia sido enviado a mim", escreve Fugh-Berman, num artigo que saiu ontem nessa mesma revista. "Ao saber de suas estranhas origens, os editores do "Journal" rejeitaram o trabalho e incentivaram uma discussão internacional sobre "ghostwriting" por empresas de comunicação entre os membros da Associação Mundial de Editores Médicos, alertando-os para o fato de que estudos submetidos podem não reconhecer apropriadamente financiamento de corporações e/ou co-autoria."
No artigo publicado, os editores do "Journal of General Internal Medicine" alteraram o manuscrito de Fugh-Berman, com autorização dela, para omitir os nomes das companhias envolvidas no caso, supostamente porque seu objetivo não era fazer uma denúncia mas sim abrir um debate.
Nomes aos bois
Em entrevista à Folha, a pesquisadora de Georgetown revelou os nomes. A empresa de comunicação médica era a Mx Communications, e a companhia farmacêutica era a AstraZeneca. Ambas têm sede no Reino Unido.
Fugh-Berman considera o problema sério. Ao encerrar seu artigo, diz: "Duvido que eu seja convidada novamente para ser uma autora de mentirinha, mas certamente há outros médicos que estariam dispostos a propagandear essas enganações".
No fim, o novo anticoagulante da AstraZeneca ganhou aprovação para alguns casos na França, mas foi vetado para uso nos EUA.
Embora tenha ocultado os protagonistas do caso, o "Journal of General Internal Medicine" entrou de sola na questão. Afinal de contas, a estratégia usada pelas farmacêuticas solapa a confiabilidade que se pode ter em resultados, mesmo quando publicados por revistas com "peer-review".
Usando um pesquisador "imparcial e independente" como autor, as empresas evitam a obrigatoriedade imposta por muitas publicações científicas de declarar interesses financeiros ligados à pesquisa. Periódicos que se consideram sérios não podem gostar disso. O "Journal of General Internal Medicine" não gostou. "Nesta edição, Fugh-Berman descreve um caso grosseiro de comportamento antiético por um autor, um fabricante farmacêutico e uma companhia de educação médica", afirma o editorial da revista.
Em resposta ao caso, o "JGIM" decidiu enrijecer sua política editorial, especificando que qualquer pessoa ou companhia que teve influência no texto ou no conteúdo de um artigo deve ser identificada. E a Associação Mundial de Editores Médicos ampliou seu foco para cobrar não só a responsabilidade dos autores, mas as dos que encomendam esses artigos e as empresas que os redigem e arregimentam os "ghostwriters".
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OUTRO LADO
Companhia nega ter recrutado um falso autor
DA REPORTAGEM LOCAL
Contatada pela Folha, a AstraZeneca negou as acusações. "Esse manuscrito não é um exemplo de "ghostwriting'", disse Steve Brown, porta-voz da companhia. "O autor concordou em liderar uma revisão com base em sua experiência clínica, publicações anteriores e a crença de que uma discussão ampla ampliaria a segurança da terapia com warfarin."
A AstraZeneca também soltou comunicado oficial: "A maioria das companhias farmacêuticas, incluindo a AstraZeneca, usa escritores profissionais para auxiliar no desenvolvimento de manuscritos. A AstraZeneca está empenhada em assumir o desenvolvimento de publicações de forma ética e responsável e crê que autores creditados devem estar envolvidos desde o início, devem oferecer contribuições substanciais à concepção, aquisição ou interpretação dos dados e reter responsabilidade pelo artigo." (SN)
Pesquisadora que fez denúncia defende suspensão de médicos que emprestam nome para empresas farmacêuticas
"Relação medicina-indústria não é saudável"
DA REPORTAGEM LOCAL
Para Adriane Fugh-Berman, médica autora da denúncia contra a prática de "ghostwriting" na literatura médica (o uso de um pesquisador supostamente imparcial que não se envolveu num estudo para assiná-lo e acobertar os reais autores, pagos pela indústria farmacêutica), é preciso fazer mais do que atualmente tem sido feito para coibir seu uso.
"Os cientistas que permitem que seus nomes sejam usados como autores de mentira deveriam ser expostos e talvez suspensos de publicações por algum tempo", diz a médica. Ela não prevê, entretanto, que seja possível desencorajar os médicos a ponto de fazê-los interromper a prática.
Segundo ela, hoje já não se pode saber quantos estudos foram publicados com o uso de "ghostwriters" (escritores-fantasmas).
Embora diga que alguns colegas já ganharam milhares de dólares participando de esquemas do tipo, a pesquisadora ressalta que, no seu caso, não recebeu proposta de recompensa financeira. A compensação viria meramente do prestígio gerado pela publicação (a qualidade do trabalho de um cientista normalmente é avaliada pelo número de estudos que ele publica e pelo quanto eles são citados pelos colegas). Leia a entrevista que ela deu à Folha. (SN)
Folha - Em seu artigo, a sra. diz que considera as atuais regras para declarações de interesses frouxas demais para conter o uso de "ghostwriters" por companhias farmacêuticas. Como acha que isso pode ser melhorado?
Adriane Fugh-Berman - Não há realmente regras nessa área. A maioria das companhias contrata empresas intermediárias para se distanciar, mas a prática é comum. Os cientistas que permitem que seus nomes sejam usados como autores de mentira deveriam ser expostos e talvez suspensos de publicações por algum tempo.
Folha - Por que pesquisadores aceitam ser "ghostwriters"?
Fugh-Berman - Neste caso, nenhum dinheiro foi oferecido. Então eu suponho que há quem faça pelo crédito acadêmico. Mas outros foram pagos para isso, algumas vezes milhares de dólares.
Folha - Casos como o seu são muito freqüentes?
Fugh-Berman - Sim, é bem comum. Muitos colegas foram convidados para isso. Eu fiquei chocada, depois de ver algumas correspondências da Associação Mundial de Editores Médicos, que os editores tenham ficado tão surpresos. Ninguém sabe quantos artigos escritos com autores falsos existem na literatura.
Folha - Por que a sra. decidiu revelar o caso? E por que outros que rejeitam ofertas não fizeram isso?
Fugh-Berman - Eu realmente não pensei que isso fosse novidade. Quando eu recebi o manuscrito forjado para avaliar, eu só queria que os editores soubessem de suas origens e esperava que eles não o publicassem. Eu pensei que era de conhecimento amplo o fato de que isso acontecia, com muitas companhias e muitos autores, mas eu achei que pudesse ao menos evitar que um deles fosse publicado. Fui encorajada pelos editores [do "Journal of General Internal Medicine"].
Folha - A sra. acha que sua postura poderá encorajar outros a pesquisadores a revelar o que está acontecendo?
Fugh-Berman - Não. Os médicos invejam os que são pagos pelas companhias farmacêuticas. A relação entre a medicina e a indústria farmacêutica é profunda, complexa e nada saudável. Elas deveriam ser cirurgicamente separadas com regulamentações. Empresas farmacêuticas não deveriam ter permissão para financiar publicações ou seguir com atividades de educação médica.
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Divulgação de cursos e eventos Divulgação de evento científico - Curitiba
Trabalhador Saudável - Paciente vivo
2o Encontro Nacional TSPV - 19 de maio de 2005 - Curitiba
NR32 Segurança e Saúde no Trabalho em Serviços de Saúde
Responsabilidade Social e Fator de Competitividade Empresarial
* PROGRAMA SERÁ ATUALIZADO COM PEQUENAS ALTERAÇÕES, SE NECESSÁRIO
08h30 - 09h00 Café de Boas Vindas e Recepção dos Participantes e Convidados
09h00 - 09h30 Mesa Abertura Oficial do Evento - Outras personalidades regionais e nacionais estão sendo convidadas
Afonso Medeiros - Vice Presidente - Associação da Indústria Médico Hospitalar - ABIMO ( confirmado )
Armand F. Pereira - Diretor - Organização Internacional do Trabalho no Brasil - OIT ( à confirmar )
Márcia Freitas de Paula - Diretora - Fundacion MAPFRE - Sucursal Brasil ( à
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confirmar )
Mauro Daffre - Presidente - Associação Brasileira para Prevenção de Acidentes - ABPA ( confirmado )
Pedro Tolentino - Diretor - Federação Trabalhadores da Saúde do Estado de SP ( à confirmar )
Ruth Miranda - Presidente - Associação Nacional de Enfermagem do Trabalho - ANENT ( confirmada )
09h00 - 10h00
Noeli Martins ( confirmada )
Médica - Coordenadora do GTT NR32 - DRT/PR
Governo - Diretrizes básicas, Estrutura da norma para negociação, Fase atual da negociação, Possibilidade de arbitragem na falta de consenso, prazos para Implementação - previsão de data e mecanismo de acompanhamento.
10h00 - 10h20 Luis Sérgio Soares Mamari ( confirmado)
Médico - Coordenador da Bancada dos Empregadores no GTT NR32, membro CTPP/MTE,
Assessor Especial de SST da CNC e Conselheiro da ABPA
O Empregador no Processo Negocial da Construção NR.
10h20 - 10h40 Joel Pereira Felix ( confirmado)
Eng. Segurança Coordenador da Bancada dos Trabalhadores no GTT NR32, membro CTPP/MTE,
Secretário Nacional SST da CGT e Conselheiro da ABPA
O Trabalhador no Processo Negocial da Construção NR.
10h40 - 11h10 Ivone Martini de Oliveira ( confirmada)
Enfermeira - Diretora da ANENT - Associação Nacional de Enfermagem do Trabalho
Visão do Profissional - Os benefícios que NR32 traz para os Profissionais de Saúde,
Análise dos Principais Agentes de Risco
Moderadores: Mauro Daffre - Presidente da ABPA ( confirmado )
Zuher Handar - Consultor da OIT ( à confirmar )
11h10 - 11h50 Sessão de Perguntas e Respostas
Os 40 minutos poderão ser utilizados entre as exposições, se for o caso.
11h50 - 13h30 Intervalo para Almoço
13h30 - 14h15 Resíduos Hospitalares
Ações para o bem estar de toda a sociedade
Carlos Roberto Patza ( confirmado )
Eng. Civil Responsável - Setor de Análises e Projetos de Estabelecimentos de Saúde
Departamento de Vigilância Sanitária da Secretaria de Saúde do Estado do Paraná
Visão Prática
14h15 - 15h00 Riscos Biológicos em Serviços de Saúde
Medidas de Prevenção as Doenças do Trabalho e os Novos Equipamentos de Segurança e Proteção
Zaira Balem Yates ( à confirmar )
Médica do Trabalho - Chefia do SESMT - Serviços Especializado em Medicina do Trabalho
Hospital das Clínicas de Porto Alegre - UFRGS
Visão Prática
15h00 - 15h30 Responsabilidade Civil e Penal dos Estabelecimentos de Saúde
Riscos Legais na Prática da Medicina
Gracia Aparecida Branco Camargo ( confirmado )
Advogada - Assessora Legal em Medicina, Saúde e Negócios da Saúde.
Correia da Silva Mendonça do Amaral Advogados
Visão Prática
15h30 - 15h50 Sessão de Perguntas e Respostas
Os 20 minutos serão utilizados entre as exposições, se for o caso.
15h50 - 16h15 Intervalo para Café
16h15 - 17h00 Sistemas de Gestão Integrados em Segurança, Meio Ambiente e Saúde - SMS nos Serviços de Saúde
Técnicas Gerenciais em SMS - com Enfoque na Atitude e no Comportamento das Pessoas.
Achilles A. Clement ( confirmado )
Vice-Presidente América Latina da DuPont S.A.
Redução de Perdas Humanas e Financeiras
17h00 - 17h30 Incentivos Econômicos Previdenciários as Empresas Saudáveis
FAP - Fator Acidentário Previdenciário
SAT - Seguro Acidente de Trabalho - Novas alíquotas
João Donadon ( confirmado)
Advogado e Matemático - Coordenador Geral de Legislação e Normas
Secretaria da Previdência Social do MPAS/DF
Responsabilidade Social e Fator de Competitividade
Moderadores: Mauro Daffre - Presidente da ABPA ( confirmado )
Zuher Handar - Consultor da OIT ( à confirmar )
17h30 - 17h50 Sessão de Perguntas e Respostas
Os 20 minutos serão utilizados entre as exposições, se for o caso.
17h50 - 18h00 Conclusões e Encerramento
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Divulgação de cursos e eventos Divulgação de Curso - Pindamonhangaba
Pessoal - Este curso será em Pindamonhangaba
Celia Wada
Você já fez o seu Plano de Gerenciamento de Resíduos de Serviços de Saúde, de acordo com a RDC 306/2004 da Anvisa?
Não se esqueça que o prazo vai até 10/06/2005.
GESTÃO AMBIENTAL EM SERVIÇOS DE SAÚDE
Em virtude da urgente questão ambiental para o setor de Saúde (implantação obrigatória - PGRSS - RDC 33 ANVISA/CONAMA 283), o Centro de Estudos CEDLAB em parceria com a CMQV Câmara Multidisciplinar de Qualidade de Vida estará realizando o curso de "Gestão Ambiental para Serviços de Saúde" com o objetivo de formar consultores internos em gestão ambiental para elaboração e implantação do PGRSS- Programa de Gerenciamento de Resíduos de Saúde.
CONCEITOS FUNDAMENTAIS
EDUCAÇÃO
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E GESTÃO AMBIENTAL (EA e SGA)
DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL
SANEAMENTO AMBIENTAL - *Saneamento *Saneamento Ambiental *Dimensões do Saneamento
LIXO E RESÍDUO
CONCEITOS GERAIS DO PGRSS - PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE
DEFINIÇÃO
ABRANGÊNCIA
COMPETÊNCIA
OBJETIVOS DA IMPLANTAÇÃO DO PGRSS
PADRONIZAÇÕES E DEFINIÇÕES TÉCNICAS DO PGRSS - PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE
DEFINIÇÕES TÉCNICAS - RDC 306 - ANVISA/ CONAMA 283
CLASSIFICAÇÃO DOS RESÍDUOS
NBR 10004/1987 segunda edição 31 de maio de 2004 - Resíduos Sólidos. -
* Grupo A *Grupo B *Grupo C *Grupo D *Grupo E
DIRETRIZES COMPLETAS DO MANEJO EM UM PGRSS - PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE
MANUSEIO GERAL
*SEGREGAÇÃO *ACONDICIONAMENTO *IDENTIFICAÇÃO
*TRANSPORTE INTERNO *ARMAZENAMENTO TEMPORÁRIO
*TRATAMENTO *ARMAZENAMENTO EXTERNO
*COLETA E TRANSPORTE EXTERNOS *DISPOSIÇÃO FINAL
PROCEDIMENTO ESPECÍFICO POR RESÍDUO
*GRUPO A **A1, **A2, **A3, **A4, **A5
*GRUPO B *GRUPO C *GRUPO D *GRUPO E
ELABORAÇÃO DO PGRSS - PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE RESÍDUOS DE SERVIÇOS DE SAÚDE
CONSIDERAÇÕES GERAIS
ESQUEMA GERAL DE UM SGA
ESQUEMA GERAL DE UM PGRSS
ETAPAS NA ELABORAÇÃO DO PGRSS
*PRIMEIRA ETAPA - PROGRAMA ADMINISTRATIVO OU CONSTITUIÇÃO DA COMISSÃO EXECUTIVA
*SEGUNDA PARTE - PROGRAMA OPERACIONAL OU PLANO OPERACIONAL
*TERCEIRA PARTE - PROGRAMA GERENCIAL OU PGRSS PROPRIAMENTE DITO
*QUARTA PARTE - PROGRAMA DE EDUCAÇÃO CONTINUADA
DISCUSSÃO E AVALIAÇÃO GERAL
Palestrante: Dra. Célia Corrêa Wada- Farmacêutica- bioquímica (USP) com especialização em Análises Clinicas (SNPC), Energia nuclear (CNEM), Ecologia (OSEC) com publicações de artigos técnicos em revistas especializadas técnico-científicas de saúde e meio-ambiente.Diretora Executiva da A1 Consultores Associados,Presidente do Comitê de Meio-Ambiente da Câmara Ítalo Brasileira de Comercio de São Paulo e do Comitê de Meio-Ambiente da Câmara de Comercio da China .Presidente e fundadora da CMQV- Câmara Multidisciplinar de Qualidade de Vida.
Público-alvo: Médicos,Farmacêuticos,Biomédicos,Dentistas,Biólogos,Químicos,
Enfermeiras,Sanitaristas,Engenheiros,Professores,Geradores de resíduos de serviços de Saúde,Gestores de Qualidade ,Saúde e Meio Ambiente de instituições públicas e privadas ,Técnicos de Segurança do Trabalho e Organizações Não Governamentais.
Data: 30 de Abril de 2005 (8 horas aula)
Local: Auditório Centro de Estudos CEDLAB, Rua Major José dos Santos Moreira, Nº 230, Centro - Pindamonhangaba/SP
Inscrições: Laboratório CEDLAB - Rua Major José dos Santos Moreira, Nº 230
Centro - Pindamonhangaba
Tel./Fax: (12) 3648-5991 e-mail: cedlab@laboratoriocedlab.com.br
Tel./Fax: (12) 3648-1307
Investimento: R$ 180,00 à vista ou duas parcelas de R$ 95,00
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Cheque Nominal à CEDLAB Centro de Diagnóstico laboratorial, Rua Major José dos Santos Moreira, Nº 230, Centro - Pindamonhangaba/SP
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( ) à vista ( ) parcelado
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Assuntos diversos Riscos biológicos - Lixo / Meio ambiente
Ola Pessoal,
sou novo aqui e ja estou aprendendo
Gostaria de saber sobre informações dos riscos biológicos para o PPRA para os funcioários que trabalham com o lixo e trabalhos em relação ao meio ambiente
Grato
Luiz Grau
br>Piracicaba - SP
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